terça-feira, 27 de novembro de 2018

Cream Ale Receita

Receita Cream Ale 100 litros


Parâmetros
OG: 1.045
FG: 1.009
ABV:
IBU: 10.5
Grãos
10 kg malte Pilsen 47%
8 kg malte Pale Ale 38%
1 kg malte Carapils 5%
2 kg farinha de milho 10%
Lúpulos
150g Saaz por 60 min - 10.5 UAA
Levedura
US-05 pitchim rate 0.5 - 0.75
Mostura
62 - 65°C por 40 min
68 - 72°C por 20 min
76°C por 10 min
Fermentação
18°C até 2/3 de atenuação
21°C até atenuação total
0°C por 10 dias
Envase
Priming com 5g / litro

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Dry Irish Stout


Primeira brassagem no novo setup, decidimos fazer uma clássica Stout irlandesa que chamamos de Imbinness, qualquer semelhança com a Guinness é mera conhecidência.
Eu e o Marcelo gostamos muito desse estilo de cerveja que é razoavelmente fácil de fazer, o maior desafio foi que ainda não conhecíamos o equipamento e tivemos que usar aveia em flocos no lugar da cevada em flocos, que estava em falta na brewshop perto de casa.
A falta de casca, e a grande quantidade de glucanos da aveia  dificultaram a recirculação.
Os problemas começaram logo no início ao acender os fogareiros. A chama saiu amarela com fumaça preta e muito vazamento de gás, os fogareiros não deram conta de esquentar rápido o volume de mosto, ficamos na parada protéica por uma hora. Bye bye espuma!

Equipamento:


Nossa nova cozinha conta com uma tina de água quente de 120 litros com termômetro, uma tina de mostura  de 130 litros com termômetro e fundo falso e uma tina de fervura de 150 litros, um resfriador de 30 placas com termômetro (que não dá conta de resfriar 100 litros nem a pau), e duas bombonas fermentadoras de plástico, um de 50 e outro de 60 litros.
Fizemos um check list, para registrar algumas coisas durante a brassagem e estimarmos a eficiência e não ficarmos as cegas nas próximas levas.

Receita Dry Irish Stout
Imbinness

OG estimada: 1.044
FG estimada: 1.010
ABV: 
IBU:

Grãos:
8.5kg maris otther
5.5kg pilsen viking
2kg aveia
2kg cevada assada

50 g Warrior, 50 min 19.1 UAA
50 g N. Brewer, 50 min 10.8 UAA

Brassagem:

Água/grão mash: 60l/16kg. 3.75l/kg
Água/grão sparge: 60l/18kg. 3.33l/kg
Volume total de água: 120l

Temperatura/tempo mash:
50°-60°: 60 min 1.039 SG
62°-65°: 25 min 1.050 SG
66°-72°: 90 min 1.070 SG
(Iodo OK)
75°-78°: 10 min

PH do mash: 5.3
PH do sparge: 6.2 (adicionamos 3g de cloreto de cálcio na água do sparge mas não medimos novamente o pH)

Tempo do sparge: 60 min 75°C
Densidade pré sparge: 1.070
Densidade pós sparge: 1.045
Volume pós sparge: 100l
Obs: adicionamos 25l de água quente e conseguimos uma densidade de 1.036 pré fervura.

Tempo de fervura: 85 min

Volume pós fervura: 110l
Densidade original: 1.041
PH pós fervura: 4.9
Volume de trub: 10l
Tempo de whirlpool: 15 min
Resfriamento: 40 min/35° C
Evaporação na fervura: 12%. 15l




Obs: O mosto foi dividido em dois fermentadores e o fermento foi inoculado 10 horas depois devido a ineficiência do resfriamento.
Fermento: Nottingham 4 pacotes
Taxa de arremesso: 0.43M
Temperatura inicial: 16°C
4 dias, 1.013 SG, o clima esfriou aqui no Rio Grande do Sul e não conseguimos esquentar as geladeiras e isso causou muito diacetil.


Depois de sete dias adaptamos uma lâmpada e um aquecedor e conseguimos maturar no inverno gaúcho, mas acabamos envazando a cerveja ainda com precursores de diacetil, rezamos pra que continuem lá sem se converterem em manteiga na garrafa.



Pra nossa surpresa, a espuma se mostrou muito cremosa e duradoura, e a Stout "teste" ficou bem drinkability, mas com um torrado bem presente.
Levamos um barril de Imbinness no encontro da CERVA Litoral Norte RS e os confrades aprovaram.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Blog de cerveja

Primeiro post do blog, só algumas fotos dos dois anos em que fiz cerveja antes de produzir com o Marcelo Vilar, meu brother das antigas. Eram de duas a três brassagens de 20 litros por mês, que eu e meus amigos bebíamos com muito gosto, mesmo algumas tendo saído bem ruins. 

                                      

Essa foi minha primeira leva.



Uma receita pronta bem básica, SMaSH.


Ficou péssima, de 20L consegui apenas 9L, mesmo assim foi a melhor cerveja que provei até aquele momento.


Meu véio já falecido saboreando comigo a primeira cerveja, ele disse que estava muito forte.
Repeti nove vezes seguidas a mesma receita até aperfeiçoar a técnica e aprender o básico na prática. Dalí em diante comecei a me aventurar criando receitas próprias e calculando tudo na caneta.

American pale ale.

American punk ale.

Cream ale.

Summer ale.

Irish stout.

Amber ale.

Cream ale.

Red IPA.

Weissbier.

Pineapple cider.

Oatmeal stout.

Witbier.

Pale ale.

Califórnia common

American blonde ale.

Cream ale.

Cream ale.

Califórnia common.

White IPA.

Blonde ale.

Dry stout.

Junta tudo e faz cerveja.

Summer ale.

Depois de dois anos fiz uma parceria com meu velho amigo Marcelo e decidimos aumentar a produção de 20L para 100L, isso nos custou um ano inteiro de investimentos sem poder fazer muita cerveja mas estudando bastante e aprendendo muita teoria.
Com a finalização do projeto, decidimos formar esse blog e registrar as nossas produções e desafios de encontrar a cerveja perfeita.
 Saúde a todos e obrigado por nos acompanhar.